Alguns perigos das práticas de meditação e outras práticas asceticas


A prática de meditação pode ser benéfica para a saúde mental de muitas pessoas, mas nem sempre isso é o que acontece, tendo em vista o contexto cultural e religioso em que tal prática está inserida, bem como a existência de doenças mentais em alguns praticantes, onde a prática meditativa intensa por horas e também o canto de liturgias, sugestão coletiva de conceitos dogmaticos e crenças, leitura de textos que buscam desenvolver um tipo de ser humano ascético, santo, iluminado e idealizado tendem a agravar o problema mental dos praticantes, desenvolver indivíduos desumanizados e neuróticos.

Também vale ressaltar, que existem estudos da neurologia, que apontam os perigos dessas práticas, onde ocorrem efeitos adversos provenientes da meditação intensa:  

- Britton et al. (2013) – Pesquisa publicada em "PLOS ONE" identificou casos de ansiedade, despersonalização e até surtos psicóticos em meditadores avançados.  

- Lindahl et al. (2017)– Estudo da "Brown University" mostrou que 60% dos praticantes de longa data relataram experiências adversas, incluindo alucinações e pânico.  

- Schlosser et al. (2019) – Revisão na Acta Psychiatrica Scandinavica associou a meditação a episódios maníacos em pessoas com transtorno bipolar.  

Apesar da meditação poder ser útil para muitos, é crucial reconhecer seus potenciais perigos – especialmente quando praticada de forma intensiva, dogmática ou sem acompanhamento profissional. Indivíduos com histórico de doenças mentais devem ter cautela, e qualquer método que promova ideais inatingíveis de perfeição deve ser questionado.

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